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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Investimentos em energia limpa caem 12% em 2013


Verbas para renováveis caem, mesmo com recordes de geração destes tipos de energia. 
Os investimentos em energias renováveis no ano passado caíram 12% em relação a 2012. No período analisado, foram destinados 254 bilhões de dólares para a geração, transmissão e distribuição de eletricidade limpa, valor bem abaixo dos 318 bilhões de dólares registrados em 2012. Segundo os dados apurados pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF), muitos dos países que bateram recordes de geração de energia renovável no ano passado, também diminuíram bruscamente seus recursos financeiros na área.

De acordo com a agência internacional, os investimentos de energia renovável nos países da Europa em 2013 chegaram à marca de 57,8 bilhões de dólares, contra a verba de 97,8 bilhões direcionados à mesma área no ano retrasado. A China reduziu seus investimentos em energia limpa pela primeira vez nos últimos dez anos, direcionando 3,8% a menos de recursos do que em 2012, totalizando uma verba de 61,3 bilhões.

Segundo Michael Liebreich, presidente do conselho consultivo da BNEF, os investimentos em energia renovável caíram em 2013 devido aos avanços tecnológicos no setor, que colaboraram para a redução dos custos de energia limpa. Prova disso são os preços de equipamentos de geração (como painéis e turbinas eólicas), que vêm abaixando nos últimos anos. Mesmo com a menor verba destinada às energias renováveis, especialistas apontam boas expectativas para o setor. A previsão é que os investimentos anuais nestes recursos dobrem para 500 bilhões de dólares até 2020, e alcancem um trilhão de dólares até 2030.

Junto com a redução dos preços do setor de renováveis, também é preciso considerar que, no ano passado, alguns dos países analisados pelo documento bateram recorde histórico nos investimentos. Remando contra a maré, o Japão foi o único da lista a aumentar consideravelmente seus investimentos. Em 2013, o país investiu 35,4 bilhões de dólares, verba 55% maior do que a destinada em 2012. Isso é explicado pelo desligamento de reatores nucleares, que culminaram no aumento da energia solar no país.

Fonte: Ciclo Vivo

Postado Por: Fê Passaia13:02

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Que tal bicicletas que armazenam energia das pedaladas?

Uma empresa americana está lançando uma nova tecnologia para transformar bicicletas comuns em um modelo elétrico, capaz de armazenar a energia gerada pelas pedaladas

A Copenhagen Wheel, tecnologia desenvolvida pelo MIT:
permite transformar qualquer bicicleta comumem elétrica
São Paulo - Na Europa, 30% dos trajetos feitos por carros dentro das cidades têm, no máximo, 2 quilômetros. Nos Estados Unidos, 10% das viagens urbanas de automóveis têm menos de 1 600 metros. Dados assim estão no radar da startup americana Superpedestrian, com sede em Massachusetts, que aposta que uma parcela crescente de pessoas vai fazer esses pequenos trajetos sobre duas rodas.
A empresa lançou no início de dezembro um sistema que transforma qualquer bicicleta em um modelo elétrico, movido por uma bateria de lítio. A roda traseira de uma bicicleta comum é trocada pelo pneu fabricado pela Superpedestrian. Nele, está acoplado um motor capaz de armazenar a energia gerada pelas pedaladas. Esse estoque é acionado para impulsionar os pedais quando o ciclista precisa de ajuda, por exemplo, para vencer uma subida. 
A engenhoca, batizada de Copenhagen Wheel, foi desenvolvida dentro do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e já faz sucesso. Em novembro, recebeu um aporte de 2,1 milhões de dólares do fundo americano Spark Capital, do investidor David Karp, criador do Tumblr, plataforma de criação de sites comprada em maio pelo Yahoo! por 1,1 bilhão de dólares.
“A tecnologia foi concebida com dois objetivos: ser uma opção muito mais barata do que as que existem no mercado e acessível a qualquer pessoa que tenha uma bicicleta”, afirma o americano Assaf Biderman, presidente da Superpedestrian. O preço da Copenhagen Wheel é 700 dólares, enquanto uma bicicleta elétrica simples nos Estados Unidos custa, em média, 1 500 dólares. 
Biderman, que também é diretor do laboratório SENSEable City, do MIT, centro cujo objetivo é estudar o impacto das tecnologias na vida urbana, afirma que há um renascimento do ciclismo em várias partes do mundo. Na Europa, as vendas de bicicletas comuns ultrapassaram recentemente as vendas de carros.
Nos Estados Unidos, em 1998, mais de dois terços das pessoas com 19 anos tinham carteira de motorista. Hoje, elas são menos da metade. Segundo a consultoria americana Navigant Research, as vendas de bicicletas elétricas crescerão 23% até 2020, formando um mercado de 10,8 bilhões de dólares. 
Biderman diz que pretende trazer a Copenhagen Wheel para o Brasil em breve. A Caloi, recentemente comprada pela canadense Dorel, também estuda um modelo elétrico, mas só o lançará quando forem feitas mudanças na lei federal, que coloca as bicicletas elétricas na mesma categoria das motos.
“No Brasil, a venda de bicicletas elétricas é muito desestimulada pela legislação”, diz Eduardo Musa, presidente da Caloi. A falta de infraestrutura viária nas grandes cidades brasileiras é outro obstáculo. Mesmo com todas essas dificuldades, os fabricantes estão confiantes de que as barreiras serão vencidas.
A seu lado estão especialistas em mobilidade urbana, que veem as bicicletas como uma ferramenta para diminuir os problemas do trânsito. “Em Amsterdã, a bicicleta substitui boa parte da frota de ônibus”, diz Adalberto Maluf, diretor do grupo C40, que reúne representantes de cidades de todo o mundo para discutir as mudanças climáticas. Em tempos de aquecimento global e engarrafamentos, a Copenhagen Wheel acha que chegou a hora de dar um empurrão na alternativa em duas rodas.

Postado Por: Fê Passaia14:50

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

7 megatendências em construção sustentável para 2014

Para Jerry Yudelson, um dos principais consultores do mundo sobre o tema, “edifício verde é o tsunami do futuro que irá inundar todo o setor imobiliário”

Paineis de captação de energia solar no Verdegreen Hotel, em João Pessoa, na Paraíba
São Paulo – Ele já foi chamado de "O Poderoso Chefão Verde" pela revista de tecnologia americana Wired. Claro que não estamos falando de Al Pacino. O “Godfather” em questão é Jerry Yudelson, um dos principais consultores do mundo em construção sustentável, autor de mais de 13 livros sobre o tema.

O especialista divulgou as principais tendências para o mercado em 2014. Para ele, edifício verde" é o tsunami do futuro que irá inundar todo o setor imobiliário”. Confira sete delas.
1 - Mercado em alta
No topo da lista de Yudelson está a previsão de que o mercado de construção sustentável vai continuar seu forte crescimento em 2014, com a edificação de novos imóveis comerciais em conjunto com o governo, universidades e instituições sem fins lucrativos. "Edifício verde é o tsunami do futuro que irá inundar todo o setor imobiliário", diz.
No Brasil, o mercado da construção sustentável tem passado ileso pelo desempenho errático da economia nos últimos anos. De acordo com um estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young), em 2012, os prédios verdes movimentaram R$ 13,6 bilhões no país. O valor dos imóveis que reivindicam a certificação alcançou 8,3% do total do PIB de edificações naquele ano, que foi de R$ 163 bilhões.
2 – Eficiência energética é palavra de ordem
A segunda megatendência na lista do especialista é o crescente foco em eficiência energética em todos os tipos de edifícios, comerciais e residenciais, incluindo o papel crescente da automação predial utilizando sistemas baseados em nuvem.
Tamanho e dimensão das janelas e os tipos de vidro escolhidos, iluminação, que avalia, por exemplo, a intensidade de luz natural no prédio e o desligamento automático do sistema estão entre soluções que ajudam a evitar o desperdício de energia.
3 - Prédios de Energia Zero
Outra megatendência são os Edifícios de Energia Zero (zero energy buildings ou ZEBs, na sigla em inglês), que produzem mais energia do que consomem ao longo de um ano. Longe de um exercício de futurologia, os ZEBs já estão sendo incorporados na estratégia energética de diversos países no mundo, como Alemanha e Noruega e também nos Estados Unidos. 
Os métodos de produção podem ser os mais diversos. Nos Estados Unidos, o mais comum é o fotovoltaico, que usa a energia do sol para gerar energia. Tudo depende das características de cada região.

Postado Por: Fê Passaia14:12